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CAMEntrepreneurs, 21 de outubro 2020

Participamos, hoje, em sala virtual, do Cambridge Entrepreneurs 2020, no qual muito se discutiu sobre como empreender em tempos de COVID19.

O evento contou com um público de cerca de 80 participantes, das mais diferentes partes do mundo. Foi encorajador ouvir dos expositores e, depois, compartilhar com os participantes nas salas privadas, que as angústias para empreendedores, nesse momento de pandemia, são as mesmas, mas também há muitas oportunidades e novos caminhos.

Dois bons conselhos ouvidos: atentar para as Plataformas Digitais gratuitas relacionadas ao seu business e organizar workshops para colocar o seu público em contato.

(CAMEntrepreneurs, University of Cambridge Alumni)

Selo 100% Capixaba. E quem disse que santo de casa não faz milagre? 

 

Um novo normal. Uma nova tendência. Um produto 100% local.

Olhar para trás nos meses e anos nos faz recordar dos tempos, bem recentes aliás, em que o produto importado era “o artigo de luxo”, “o objeto de desejo”. A nova realidade imposta pela pandemia, de início perturbadora, nos faz reverter esse cenário, nos faz rever os conceitos. A valorização do produto feito 100% (ou em grande proporção) de maneira local é a nova tendência do momento.

Tudo isso me lembra um chá da tarde com uma amiga, no final dos anos 90, quando eu morava na Inglaterra. Era uma tarde fria de outono e, após tomarmos chá com biscoito em minha casa, ela e sua filhinha levantaram-se rapidamente para sair às 16:30h. O papo estava bom e quando perguntei o porquê de estarem com tanta pressa, me responderam que precisavam comprar pão na padaria que ficava no bairro onde moravam e que iria fechar às 17:30h. Apontei uma padaria nas proximidades de minha casa, numa tentativa de convencê-las a ficar mais tempo. Minha amiga se voltou para e mim e disse: “assumimos, em minha comunidade, o compromisso de comprarmos fielmente dos pequenos produtores do nosso bairro, porque, assim, todos cresceremos juntos”. Fiquei espantada e, pra falar a verdade, até incomodada com aquela atitude no final dos anos 1990.

A nova realidade que nos impõe a COVID-19 faz com que essa atitude dela seja 100% atual e politicamente correta em 2020. 

A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES) lançou, e está promovendo nesse período de pandemia, o selo 100% capixaba[i].

 

Durante muitos anos, desenvolvi trabalhos acadêmicos, publicados junto com pesquisadores da USP e da FGV[ii], acerca dos selos e certificados de sustentabilidade que, no geral, atestavam um produto feito de maneira ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justa.

 

Em tempos de pandemia, constatamos que o conceito de sustentabilidade foi ampliado para abarcar, agora, também a promoção do desenvolvimento local através do consumo do produto local.

 

Se por muito tempo, criticamos em nossos trabalhos publicados, a exclusão do pequeno produtor provocada pelos selos de sustentabilidade vigentes no mercado mundial (porque excluem o pequeno produtor que não pode pagar pela certificação), é com alegria que constatamos um uso positivo desses novos selos que promovem o pequeno produtor e o produto local.

 

E, se em tempos antigos, santo de casa não fazia milagres, em tempos atuais, contamos com esses “pequenos milagres” dos santos de casa – os pequenos produtores e o produto local – para retomarmos o crescimento da economia e o desenvolvimento sustentável das regiões mais afetadas.

O ACV International Law Institute promove pesquisas na área de sustentabilidade. Dentre nossas pesquisas, destacamos os trabalhos desenvolvidos sobre selos de sustentabilidade, tecnicamente chamados “padrões privados de sustentabilidade”. Baixe, de forma gratuita, um de nossos trabalhos sobre selos de sustentabilidade[iii] e acompanhe um de nossos vídeos gravados a esse respeito[1]. Fica o nosso apoio aos atuais selos semelhantes aos promovidos pela FINDES, que ampliam o conceito de sustentabilidade através da promoção do produto local e do produtor local.

Selo 100% capixaba porque santo de casa também faz milagres!

Por Andreia Costa Vieira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[i]Ver em:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=gK14IGkxH78&feature=emb_logo

[ii]Ver: https://www.youtube.com/watch?v=CUTsLcIjoYw

 

[iii]Ver A. C. Vieira, Direito Ambiental Internacional, Governança e Padrões de Sustentabilidade, In: I. P. Santos et al. (orgs.), Perspectivas dos Estudos Interdisciplinares frente ao tema da governança ambiental e do desenvolvimento sustentáve, IEE-USP, II SICAM, 2016; A. C. Vieira e V. Thorstensen, Regulatory Barriers to Trade: TBT, SPS and Sustainability Standards, CCGI-FGV, 2016. In:

https://ccgi.fgv.br/sites/ccgi.fgv.br/files/file/Publicacoes/Ebook-Regulatory%20Barriers%20to%20Trade.pdf

Debate "Right to Energy", Energy Academy, 19 de Novembro 2020

Participando, em sala virtual, do debate sobre Right to Energy, organizado pela Energy Academy - New Energy Coalition (Holanda). Muito rico o debate com a constatação de que há necessidade de políticas de inclusão no acesso à energia não só em países em desenvolvimento, como também em países desenvolvidos, como a Holanda, onde mais de 10% da população tem tido dificuldades para pagar a conta de energia.

ACV International Law Institute

Andreia Costa Vieira

Rua José Alexandre Buaiz, 300, sl 813, Enseada do Suá, Vitória, ES, Brasil, CEP 29050-545

CNPJ 30.977.536/0001-22

 

Obs.: Serviços a serem entregues mediante contratação, de acordo com o estipulado em cada oferta de contrato.

ACV International Law Institute

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