Projeto Tamar: Proteção Ambiental e Desenvolvimento Econômico Local

TAMAR é uma contração das palavras “Tartarugas Marinhas”. 

 

Ao colocar meu boné do Projeto TAMAR para uma corrida no calçadão da praia essa semana, me despertou a curiosidade em saber como anda esse projeto. A primeira vez que tive contato com o Projeto TAMAR foi na minha infância, na cidade de Linhares, no interior do Espírito Santo, quando esse projeto era recém-nascido. Foi através de uma visita da minha escola a uma das sedes pioneiras do TAMAR que me encantei pelas tartarugas marinhas e fiquei sabendo que muitas de suas espécies estavam em extinção.

 

A proteção das tartarugas marinhas iniciou-se com o professor de biologia norte-americano Archie Carr, da Universidade da Flórida,  e suas pesquisas, in locu, que foram realizadas em diferentes partes do mundo desde a década de 1940, tornaram-se referência para a proteção das diversas espécies de tartarugas marinhas. Em 1996, foi publicada a Convenção Interamericana para Proteção das Tartarugas Marinhas, da qual o Brasil faz parte desde 2001.

 

Atualmente, no Brasil, há 26 sedes do Projeto TAMAR, baseadas nos pontos principais de desovas das diversas espécies de tartarugas em território brasileiro. Muitas dessas sedes abrigam “parques de educação ambiental”, com visitação aberta e ambiente preparado para receber famílias e crianças de todas as idades. A grande novidade do projeto é o plus que ganhou de educação ambiental conjugado com desenvolvimento econômico e social das comunidades costeiras. 

 

Para mim, foi uma felicidade descobrir que, associados à proteção das tartarugas, o projeto tem recebido apoios diversos para o desenvolvimento das comunidades litorâneas de pescadores e suas famílias, oferecendo-lhes alternativas à pesca predadora das tartarugas. Assim, essas comunidades são educadas, de maneira ambiental, social e econômica, e passam a ter sua fonte de renda associada à proteção das tartarugas, o que contribui enormemente para o sucesso do projeto e para o desenvolvimento econômico local, que é movimentado também com o crescimento de um turismo sustentável e consciente. Ao conversar com algumas dessas famílias, vê-se logo o orgulho enorme que têm de fazerem parte de um projeto de proteção dos seus vizinhos mais ilustres – as tartarugas. 

 

Num país abençoado como o Brasil, hospedeiro de uma Amazônia Verde e de uma Amazônia Azul[i], esse é um projeto bonito de ver e um exemplo bom de seguir. 

Por: Andreia Costa Vieira

 

 

[i]Amazônia Azul é o nome que recebe a grande biodiversidade da costa marítima brasileira.

ACV International Law Institute

Andreia Costa Vieira

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Obs.: Serviços a serem entregues mediante contratação, de acordo com o estipulado em cada oferta de contrato.

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